
Diogo Nogueira abriu seu coração ao falar sobre sua religião. Em recente entrevista, o namorado de Paolla Oliveira revelou que teve medo ao começar a viver sua fé por conta dos ataques ao Candomblé.
No álbum "Sagrado", Diogo Nogueira fala de samba, mas também do Candomblé, religião seguida por Anitta, Bruno Gagliasso, Regina Casé, MC Cabelinho, Cleo, entre outros.
Segundo o cantor, a intenção era falar sobre religiões de matriz africana, mas também combater o preconceito. "Fazer justamente com que as pessoas olhassem para o candomblé de uma forma diferente, não demonizando aquilo que não é demônio até porque na verdade não existe demônio em nossa religião (...) Não existe só uma religião que é correta ou que é a dona de tudo”, disse.
Para ele, o Candomblé sempre fazer fundamental, como ser humano e artista. "Eu encontrei uma coisa leve, bacana, bonita e falando de uma forma onde a pessoa coloca a mão na consciência, porque na verdade não existe só uma religião que é correta ou que é a dona de tudo ou que determina as coisas. Eu acredito muito em Jesus Cristo, eu acredito muito em Deus, eu sou um cara de fé. O problema todo está no homem, no ser humano, na forma como ele quer transmitir os livros para manipular as pessoas. O erro está aí", explicou à "Quem".

Infelizmente, Diogo Nogueira foi alvo de comentários negativos nas redes sociais após destacar sua fé no novo álbum.
"No início foi um pouco agressiva, porque eu já vinha fazendo uns posts na internet sobre a minha religião. Mas a intenção era realmente provocar para que elas parassem e observassem o que eu estou fazendo. O álbum se chama Sagrado, mas não é relacionado só aos orixás, tentei juntar tudo que era [sagrado] para mim desde a minha infância, vida pessoal e da religião. É uma costura, e Qual Futuro Então Virá? me tocou bastante pela defesa do nosso solo, da nossa herança indígena, da herança africana, do que foi construindo todo esse país, tudo que a gente é hoje. Sagrado é uma reflexão e na sequência fiz Comida de Santo. Ali a maioria veio falar 'nossa, agora eu entendo o que é o candomblé, agora eu entendo a grandiosidade dessa religião e como isso deve ser respeitado'".
Segundo o artista, o objetivo era justamente fazer com que o público olhasse o candomblé com outros olhos. "Não demonizando aquilo que não é demônio até porque na verdade não existe demônio em nossa religião. Jesus Cristo é o cara que amou [o outro] independentemente de qualquer outra religião. Se você for ver, a energia e tudo aquilo que Jesus Cristo fez é o espírito, é o espiritismo", completou.