
Alunos de direito da Unidade Central de Educação Faem (UCEFF), em Chapecó (SC), denunciaram a presidente da comissão de formatura por usar quase R$ 77 mil arrecadados para a festa em apostas on-line. A Polícia Civil investiga o caso. A informação viralizou na quinta-feira (27). O episódio, que envolve o famoso "Jogo do Tigrinho", causou revolta e serviu de alerta para os perigos do vício em jogos de azar. As informações são do g1.
A estudante Cláudia Roberta Silva, presidente da comissão de formatura da turma, revelou aos colegas, por meio de mensagens, que havia perdido todo o dinheiro da festa, marcada para o dia 22 de fevereiro. Em sua explicação, admitiu: "Eu perdi todo o dinheiro da formatura. Me viciei em apostas on-line, Tigrinho e afins, e quando perdi todo o dinheiro que eu tinha guardado, comecei a usar o da formatura para tentar recuperar. E aí, cada vez mais fui me afundando no jogo".
Após comunicar o ocorrido, Cláudia ficou incomunicável, e os formandos registraram um boletim de ocorrência. A defesa da jovem afirmou que ela pretende ressarcir os valores e está colaborando com as investigações. Enquanto isso, a empresa contratada para a formatura garantiu que está buscando alternativas para minimizar os impactos do ocorrido e permitir a realização do evento.

"Não havia como a gente suspeitar dela, porque ela mostrou até o último segundo que estava tudo bem. Quem ia imaginar que, em um mês, o nosso sonho ia por água abaixo? Nunca passou pela nossa cabeça", contou Nicoli ao g1.
O caso não é isolado. A facilidade de acesso a plataformas de apostas online tem levado muitas pessoas a enfrentarem sérios problemas financeiros e emocionais. O Jogo do Tigrinho, por exemplo, tornou-se um dos mais populares entre os apostadores brasileiros, sendo frequentemente promovido por influenciadores digitais.
Especialistas alertam que o jogo, baseado em um sistema de azar, pode induzir um ciclo de perdas sucessivas, levando o jogador a apostar cada vez mais na esperança de recuperar o que foi perdido. Muitos acabam entrando em dívidas e, em casos extremos, cometem atos ilícitos para sustentar o vício.

O episódio rapidamente se tornou assunto nas redes sociais, onde internautas expressaram indignação e debateram os perigos das apostas. Comentários como "Imagina passar anos juntando dinheiro para a formatura e, do nada, descobrem que foi tudo para o Jogo do Tigrinho. Revoltante!" e "Apostas online deveriam ser mais regulamentadas. Cada vez mais gente está se endividando e destruindo a própria vida por causa disso" refletem a insatisfação geral. Outro usuário lamentou: "Triste. Espero que os formandos consigam fazer a festa de alguma forma. Isso deve ser um pesadelo para eles".
Outros ainda demonstraram revolta com a situação: "A pessoa se vicia, mete todo o dinheiro da formatura no Jogo do Tigrinho e agora quer pagar de vítima. Isso é estelionato, não tem outra palavra" e "O Brasil está completamente perdido. Todo dia uma história mais absurda que a outra".