O termo “fake news” ganhou popularidade mundial no século XXI com o advento das redes sociais, mas as celebridades já eram vítimas de acusações infundadas muito antes disso. Um dos casos mais chocantes aconteceu com Gloria Pires, Orlando Morais e Cleo Pires em 1998.
Por volta de abril daquele ano, começou a circular um boato de que Gloria havia flagrado Cleo e Orlando na cama. O burburinho ganhou força e versões cada vez mais mirabolantes: espalharam que a moça, com 15 anos na época, estava grávida e que a atriz até teria tentado tirar a própria vida ao descobrir a traição entre filha e marido.
Vale reforçar que trata-se de um rumor completamente falso, mas que trouxe consequências seríssimas à família. Eles venceram uma ação na Justiça contra os responsáveis por disseminar a boataria e passaram uma temporada nos Estados Unidos até a poeira baixar, já que recebiam olhares tortos pelas ruas.
Sem a facilidade de ligar o celular e desmentir através da própria rede social, a família precisou avaliar cuidadosamente como faria para se pronunciar sobre a mentira. Segundo informações do jornal Folha de São Paulo, a atriz, recém-saída da novela "Anjo Mau", estava disposta a desmentir a fofoca em uma aparição no “Fantástico”, em pleno Dia das Mães.
No entanto, a avaliação interna era de que falar poderia piorar ainda mais a situação. Mas o silêncio provocou o efeito inverso e o burburinho não cessou. Quase um mês depois, Gloria e Orlando decidiram se pronunciar sobre o assunto em uma participação no “Domingão do Faustão”. "Tirou o nosso sono essa história rondando nossa vida", lamentou a atriz.
Cleo transformou em música a dor causada por um rumor tão violento. Ela aborda o assunto na faixa “Todo Mundo que Amei Já Me Fez Chorar”, lançada em 2022. "Eu quero que as pessoas que fizeram isso se lembrem do que fizeram. Sem perdão! Quem fez vai lembrar e vai sofrer. E espero que sofram mesmo", declarou a artista em entrevista ao portal Gshow.
Cleo ponderou que demorou muito tempo para se pronunciar sobre o assunto porque foi um trauma. Ela refletiu que o episódio mudou a forma com que olhava para as pessoas e até afetou a relação com a própria sexualidade.
"Me culpei muito, achei que o erro estava em mim, então, tentei, de alguma forma, durante um tempo, não viver minha sexualidade de forma plena, porque eu achava que isso era o que tinha colocado a gente naquela situação, ou seja, as pessoas deviam olhar para mim e achar que eu era capaz de fazer aquilo com a minha mãe e com o meu pai."