Vivendo a icônica Miranda Priestly em um musical de 'O Diabo Veste Prada', Claudia Raia tem uma carreira de sucesso nas novelas e teatros brasileiros. Hoje com 59 anos e uma beleza radiante, ela também faz sucesso com seu corpo, em especial o bumbum, mas não apoiou sua carreira nisso.
Em entrevista ao programa 'Maria Vai com os Outros', do Canal UOL, Claudia Raia, hoje já fora das novelas em nova fase da carreira, contou que ainda no início da carreira percebeu que não queria ser reconhecida como uma sex symbol, exatamente por seu bumbum, uma vez que preferiu a longevidade em cena.
"Minha bunda é uma luta. É uma luta diária. Sempre lutei muito pela minha bunda, mas eu também não quis fazer uma carreira apoiada numa bunda, foi ao contrário", contou a atriz, ainda garantindo que o bumbum avantajado é questão de genética, mas também de cuidados com o próprio corpo.
"Eu percebi rapidamente isso quando eu fazia o 'Viva o Gordo', programa com o Jô. Pensei: 'eu quero ser uma atriz ou eu quero ser um sex symbol? Se eu for um sex symbol, minha carreira vai durar 30 anos. Se eu for uma atriz, eu com 95 anos vou estar representando. E é isso que eu quero'", completou.
Apesar de não se limitar ao corpo, Claudia Raia confessou que ele foi um facilitador para algumas oportunidades em sua carreira. Durante a entrevista, a atriz, mãe de três filhos, confessou que, mesmo sem estudos e cursos, conseguiu chegar onde queria com a ajuda do corpo.
"Eu não tive um curso de interpretação, nada disso. Eu era bailarina, de bailarina eu virei atriz, e dançando ao mesmo tempo, e cantando, e tudo junto. Mas eu percebi nitidamente que eu tinha que usar a minha beleza, o meu tipo, a minha altura, pra chegar onde eu queria", confessou.
A atriz ainda rebateu a falsa ideia de que uma mulher 'gostosa' não pode ser uma boa atriz ou comediante: "A gostosa não é boa comediante, a gostosa não é boa atriz, a bonita não é boa. Então, você ser bonita e engraçada meio que não pode", ironizou.