Vini Jr., envolvido em rumores de casamento com Virgínia Fonseca, escolheu uma data carregada de simbolismo para anunciar um novo passo fora dos gramados. Nesta terça-feira (13), Dia da Abolição da Escravatura no Brasil, o atacante do Real Madrid revelou a criação de um escritório de advocacia antirracista ligado ao Instituto Vini Jr., iniciativa voltada, inicialmente, para casos nas áreas da educação e do esporte. Incrível!
O anúncio foi feito nas redes sociais do jogador, que nos últimos anos se tornou em um dos rostos mais poderosos da luta antirracista no futebol. Vale lembrar que o atual de Virgínia sofreu sucessivos ataques racistas em estádios europeus, principalmente na Espanha.
“13 de maio pra mim representa força, realização e compromisso com as minhas raízes. Inspirado na data, tenho a alegria de anunciar o Escritório Antirracista, numa tabela com o meu Instituto, em nome de uma nova geração consciente de que não está sozinha na luta por igualdade”, escreveu o atacante.
No vídeo divulgado pelo Instituto Vini Jr., o jogador também fez um desabafo sobre o impacto do racismo na vida de pessoas negras. Sem levantar o tom, mas com firmeza, o camisa 7 do Real Madrid explicou a motivação por trás da iniciativa.
"Mas, a verdade é que a liberdade não chegou para todo mundo. O racismo ainda prende, ainda machuca, ainda silencia. E em pequenos gestos, tento ajudar. E é por isso que 13 de maio também virou um compromisso. Quem sofre racismo, não pode lutar sozinho”, declarou.
O episódio mais recente de preconceito racial aconteceu em fevereiro deste ano, durante uma partida entre Real Madrid e Benfica, pela Champions League. Após marcar o gol da vitória do time espanhol, Vini denunciou uma ofensa e o protocolo antirracismo da UEFA chegou a ser acionado durante o jogo.
O caso se somou a uma longa sequência de ataques sofridos pelo brasileiro desde sua chegada ao futebol europeu. Outro emblemático aconteceu em maio de 2023, quando torcedores do Valencia chamaram o atacante de “macaco” durante uma partida no estádio Mestalla. Um absurdo! Na ocasião, o momento gerou um verdadeiro rebuliço nas redes sociais, com indignação internacional.
Antes disso, torcedores do Atlético de Madrid já haviam entoado cânticos racistas contra o brasileiro nas ruas da capital espanhola. Além disso, um boneco usando a camisa de Vini apareceu pendurado em uma ponte próxima ao treinamento do Real Madrid, caso que foi tratado na época pelas autoridades espanholas como crime de ódio.
A resposta de Vini, no entanto, nunca ficou restrita somente às redes sociais ou a pronunciamentos após partidas. Aos poucos, o atacante transformou esses episódios traumáticos em um posicionamento fortíssimo, com ações concretas.
O Instituto Vini Jr., criado pelo jogador, já havia promovido a campanha “#LivrePraBailar”, com materiais pedagógicos voltados para crianças e debates sobre discriminação racial. Agora, com a criação do escritório antirracista, o projeto ganha um braço jurídico e institucional. Gigante demais!