A psicologia afirma que as pessoas que se afastam da família à medida que envelhecem não são frias nem ingratas: muitas vezes, são aquelas que finalmente deixaram de representar uma versão de si mesmas
Publicado em 24 de abril de 2026 às 19:06
Pessoas que se afastam da família estão erradas? A psicologia diz que não — e explica as razões por trás desse comportamento
Larissa Manoela faz parte da linha de pessoas que ase afastaram dos familiares como forma de independência emocional Um caso público que ilustra bem esse movimento é o de Larissa Manoela. Desde 2023, a atriz se afastou dos pais, Silvana Taques e Gilberto Elias, após conflitos envolvendo a gestão de sua carreira e patrimônio. O afastamento entre familiares ao longo da vida costuma ser visto, à primeira vista, como frieza ou ingratidão. Mas saiba que psicologia vai mais afundo e propõe uma leitura mais profunda Ao descobrir que tinha acesso a apenas 2% de seus próprios ganhos e que precisava pedir dinheiro, ela decidiu assumir o controle da própria vida financeira, abrindo mão de cerca de R$ 18 milhões. Segundo a psicologia, à medida que amadurecemos, o tempo e a energia se tornam mais valiosos

O afastamento entre familiares ao longo da vida costuma ser visto, à primeira vista, como frieza ou ingratidão. Mas saiba que psicologia vai mais afundo e propõe uma leitura mais profunda: muitas vezes, essas pessoas não 'mudaram para pior', elas apenas deixaram de representar versões antigas de si mesmas. 

O distanciamento emocional não acontece de um dia para o outro; ele se constrói aos poucos, conforme experiências, frustrações e amadurecimento vão redefinindo prioridades, limites e identidade.

Um caso público que ilustra bem esse movimento é o de Larissa Manoela. Desde 2023, a atriz se afastou dos pais, Silvana Taques e Gilberto Elias, após conflitos envolvendo a gestão de sua carreira e patrimônio

Ao descobrir que tinha acesso a apenas 2% de seus próprios ganhos e que precisava pedir dinheiro, ela decidiu assumir o controle da própria vida financeira, abrindo mão de cerca de R$ 18 milhões. O tema ganhou grande repercussão, inclusive em entrevista ao 'Fantástico' e levantou discussões sobre autonomia emocional e limites familiares.

Se você se conecta com esse padrão de comportamento, entenda o que está por trás disso.

1) Começa a filtrar o que compartilha

Com o tempo, muitas pessoas passam a selecionar melhor o que contam para a família. Aquela troca aberta e espontânea dá lugar a relatos mais superficiais ou editados. Isso não acontece por acaso: geralmente é uma forma de proteção emocional. 

Ao perceber que certos assuntos geram críticas, julgamentos ou conflitos, o indivíduo prefere omitir detalhes ou evitar temas sensíveis.

2) Mantém a paz em vez da conexão

Em vez de buscar conversas profundas, alguns adultos optam por manter uma convivência mais neutra. Concordam com opiniões, evitam debates e mudam de assunto quando surge algo desconfortável. 

Esse comportamento não significa necessariamente harmonia, mas sim uma tentativa de evitar atritos. 

3) Investe sua energia em relacionamentos escolhidos

À medida que amadurecemos, o tempo e a energia se tornam mais valiosos. Por isso, é natural priorizar relações que oferecem apoio, troca e bem-estar. Amigos, parceiros e até colegas de trabalho passam a ocupar um espaço emocional mais relevante. 

Isso não significa abandono da família, mas sim uma redistribuição de investimento afetivo. Quando um vínculo familiar não acompanha o crescimento individual, ele pode perder prioridade.

4) Não espera que a família o entenda

Um dos movimentos mais silenciosos é quando a pessoa deixa de buscar validação dentro da família. Após tentativas frustradas de ser compreendida, ela passa a aceitar que certos limites existem. Não é necessariamente um rompimento, mas uma mudança de expectativa. 

5) Cresce de maneira que sua família não reconhece

Muitas vezes, a família continua enxergando a pessoa como ela era anos atrás. Essa visão congelada pode gerar desconforto, principalmente quando o indivíduo mudou valores, comportamento ou estilo de vida. Em alguns casos, o afastamento aparece como uma forma de preservar a própria identidade.

Veja também
A psicologia afirma que as pessoas que cresceram sem receber muitos elogios não só têm dificuldade em lidar com elogios na idade adulta, como também desenvolvem um sistema de validação interna
6) Prioriza a segurança emocional em detrimento da tradição

Com o tempo, participar de eventos familiares por obrigação deixa de fazer sentido para algumas pessoas. Elas passam a escolher ambientes onde se sentem respeitadas, acolhidas e emocionalmente seguras. 

Isso pode significar faltar a reuniões, reduzir visitas ou limitar o tempo de convivência. É uma mudança importante: a tradição perde espaço para o bem-estar emocional.

7) Cria uma vida que não gira em torno das expectativas da família

Escolhas de carreira, relacionamentos, estilo de vida e até crenças pessoais podem divergir daquilo que foi aprendido na infância. Quando isso acontece, nem sempre há aceitação. 

Críticas, comparações ou pressões podem surgir, fazendo com que o indivíduo se afaste gradualmente. Esse distanciamento, muitas vezes, não é planejado — ele acontece como consequência da busca por autonomia.

8) Acostuma-se com a própria companhia

Ao longo desse processo, muitas pessoas desenvolvem uma forte independência emocional. Aprendem a lidar com problemas sozinhas, a tomar decisões sem validação externa e a encontrar conforto na própria companhia. 

A solidão deixa de ser negativa e passa a ser uma escolha possível. No entanto, essa autonomia também pode aumentar a distância, já que a necessidade de apoio familiar diminui.

Reconhecer esses padrões não significa que algo esteja errado. Em muitos casos, é sinal de crescimento e transformação. 

Matérias relacionadas
A psicologia revela que quem nasceu nas décadas de 1990 e 2000 tem uma habilidade fundamental para a vida adulta
A psicologia revela que quem nasceu nas décadas de 1990 e 2000 tem uma habilidade fundamental para a vida adulta
Se você naturalmente faz contato visual e sorri para as pessoas com quem cruza na rua, a Psicologia diz que você tem estas 8 qualidades únicas
Se você naturalmente faz contato visual e sorri para as pessoas com quem cruza na rua, a Psicologia diz que você tem estas 8 qualidades únicas
A psicologia afirma que as pessoas que cresceram nas décadas de 60 e 70 não se tornaram duras de propósito, mas foram criadas em um ambiente onde não lhes foi proporcionada gentileza
A psicologia afirma que as pessoas que cresceram nas décadas de 60 e 70 não se tornaram duras de propósito, mas foram criadas em um ambiente onde não lhes foi proporcionada gentileza
Por Rafael Munhos | Novelas e TV
Jornalista apaixonado por novelas, filmes, séries e música eletrônica. Também adoro fazer corrida de rua.
Sobre
Palavras-chave
Entretenimento Novelas TV TV Globo
Tendências
Todos os famosos
Top notícias Novelas
Últimas notícias das Novelas
Arminda ‘pronta para o close’, Samira de Nazaré Tedesco e ‘Loquinha’ com filhos: 6 acertos e 2 erros do último capítulo de ‘Três Graças’
Arminda ‘pronta para o close’, Samira de Nazaré Tedesco e ‘Loquinha’ com filhos: 6 acertos e 2 erros do último capítulo de ‘Três Graças’
15 de maio de 2026
O final emocionante de Ferette em 'Três Graças' foi entregue 10 horas antes do último capítulo; detalhe curioso aponta destino do vilão
O final emocionante de Ferette em 'Três Graças' foi entregue 10 horas antes do último capítulo; detalhe curioso aponta destino do vilão
15 de maio de 2026
A jogada de marketing inédita da Globo em 'Quem Ama Cuida', nova novela das 21h: marca do Grupo Boticário há 15 anos, Eudora vira personagem de Mariana Ximenes na trama
A jogada de marketing inédita da Globo em 'Quem Ama Cuida', nova novela das 21h: marca do Grupo Boticário há 15 anos, Eudora vira personagem de Mariana Ximenes na trama
15 de maio de 2026
Novelas
Últimas Notícias
Últimas Notícias