Em 2006, no auge da carreira em Hollywood, Nicolas Cage investiu cerca de US$ 3 milhões - aproximadamente R$ 12 milhões na cotação da época - na compra de uma ilha privada nas Bahamas. A propriedade, chamada Leaf Cay, fica no arquipélago de Exuma Cays e se tornou um dos investimentos mais emblemáticos da fase de ostentação do ator vencedor do Oscar.
Com praias de areia branca, águas cristalinas e acesso reservado para iates, a ilha foi adquirida em um período em que Cage acumulava cachês milionários após sucessos como "A Rocha", "Con Air", "Cidade dos Anjos" e "Despedida em Las Vegas". A compra também aconteceu em meio à onda de celebridades que passaram a investir em refúgios exclusivos no Caribe, como Johnny Depp e Eddie Murphy.
Leaf Cay fica a cerca de 130 quilômetros de Nassau e reúne características típicas de um refúgio cinematográfico: praias de areia branca, águas cristalinas em tons azul-turquesa, acesso protegido para iates e vegetação praticamente intocada. Dependendo da fonte imobiliária, a ilha possui entre 14 e 40 acres - algo entre 5,7 e 16 hectares.
O local também ganhou fama entre corretores internacionais por abrigar iguanas-rocha típicas das Bahamas, o que fez a propriedade receber o apelido informal de “Iguana Island”. Além disso, havia autorização para desenvolvimento de cottages, marina e construções de apoio, embora Cage nunca tenha levado um grande projeto adiante.
Segundo listagens imobiliárias divulgadas anos depois, a ilha tinha potencial para receber uma mansão de luxo com múltiplas suítes, áreas de lazer e estrutura voltada para turismo ultraexclusivo.
A aquisição da ilha aconteceu em um dos períodos mais lucrativos da carreira de Nicolas Cage. Nos anos 1990 e 2000, o ator acumulou cachês milionários após o sucesso de filmes como "Despedida em Las Vegas", "A Rocha", "Con Air", "A Outra Face", "Cidade dos Anjos" e "A Lenda do Tesouro Perdido".
Vencedor do Oscar e do Globo de Ouro por "Despedida em Las Vegas" (1995), Cage chegou a integrar listas dos artistas mais bem pagos de Hollywood. A revista Forbes apontou que ele faturou cerca de US$ 40 milhões apenas em 2009.
Foi justamente nessa fase que o astro passou a investir pesadamente em propriedades e itens considerados extravagantes. Além da ilha nas Bahamas, ele comprou castelos na Europa, dezenas de imóveis de luxo e objetos raros que ajudaram a consolidar sua fama de colecionador compulsivo.
O cenário começou a mudar após a crise imobiliária de 2008. Com despesas elevadas e uma enorme quantidade de propriedades espalhadas pelo mundo, Cage passou a enfrentar sérios problemas financeiros e fiscais...
O ator acumulou uma dívida milionária com o IRS, órgão equivalente à Receita Federal dos Estados Unidos, em um débito estimado em cerca de US$ 14 milhões, de acordo com o Hollywood.com. Nicolas Cage chegou a processar seu ex-agente financeiro, Samuel J. Levin, acusando-o de negligência na administração de impostos. O ex-empresário, por sua vez, alegou que o astro ignorava alertas sobre os gastos excessivos.
Leaf Cay acabou entrando na lista de bens considerados “não essenciais” e passou anos praticamente inexplorada.
Após cerca de 16 anos sob propriedade do ator, Leaf Cay foi colocada à venda em 2022 por valores entre US$ 7,5 milhões e US$ 10 milhões, segundo empresas especializadas em ilhas privadas e imóveis de luxo internacionais.
Listagens mais recentes associadas à Christie's International Real Estate chegaram a anunciar a propriedade por cerca de US$ 15,9 milhões. Há ainda relatos internacionais sobre uma possível negociação ligada ao fundo de Gunther - o cachorro bilionário que virou fenômeno midiático -, embora a venda nunca tenha sido oficialmente confirmada.