Estreando no cinema em 2020, Bruna Marquezine já sofreu preconceito no meio das artes. Em recente entrevista, a fashionista revelou que conseguiu poucos convites para estrelas filmes por ser rotulada como "atriz de novela". "Me chamaram para alguns pouquíssimos filmes, mas não era só por que era uma coisa que não queria, mas também não conseguia me programar entre uma novela e outra e fui emendando muitas. A real é que, por mais absurdo que pareça, até no meio das artes existe essa necessidade de rotular, como atriz de cinema, de novela e ator de teatro e eu sofri muito porque tinha vontade de experimentar outros formatos", disse ela, com planos de estrelar série e mais projetos.
No cinema, Bruna Marquezine se redescobriu como atriz ao estrelar sua primeira protonista no filme "Vou Nadar Até Você". "A Ophelia apareceu no momento exato. Estava terminando uma novela e ia conseguir me programar para fazer o filme. Me encantei por ela e com todo o universo dela", explicou. No longa, a artista interpretou uma jovem fotógrafa e acabou adotando algumas das paixões da personagem. "Eu amo fotografia. Eu lembro que na mesma época comprei minha primeira câmera profissional digital e tudo que eu aprendia com o Klaus Mitteldorf (diretor e roteirista) eu ia testando na minha", relatou.
Entre as aventuras que passou na pele de Ophelia, Bruna Marquezine também aprimorou o nado. Logo nas primeiras cenas gravadas, a atriz ficou sobre uma altura de 16 metros e pediu para pular no mar. "Foi a primeira cena, A gente tentou filmar em ordem cronológica, mas nem sempre é possível. Eu pedi para pular cinco vezes para a produção, mas lá de cima parecia bem mais alto. Eu conversei com a dublê e ela disse que não. Em um dos pulos ela sentiu o pescoço", revelou ela, fora da TV Globo após 17 anos de emissora.
Apesar de saber dos riscos, Bruna Marquezine acredita que, como atriz, muita das vezes determinado papel lhe dá coragem: "Eu ia pelo personagem. Sei lá. A gente ganha coragem. Eu acho que existe todo um lado incrível em se permitir, viver e estar presente e ser aquele personagem. Grandes cenas saem disso. A gente vai descobrindo técnicas e estratégias para estimular seu corpo para que gere esses sentimentos e emoções de dentro de você. E eu sempre acho que saem as coisas mais geniais, então eu gosto de vivenciar isso e fazer tudo mais real possível para que gere sentimentos em mim e sensações".
(Por Rahabe Barros)