
No último sábado (22), ocorreu o aguardado Baile da Vogue 2025, um dos eventos mais extravagantes e tradicionais do Carnaval brasileiro. Realizado no luxuoso Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, a edição deste ano trouxe como tema "Voguelândia: O Fantástico Mundo da Moda", celebrando os 50 anos da revista Vogue no Brasil.
A promessa era de criatividade e exuberância, com o traje definido como "Fashionistas Extraordinários", conforme explicou a diretora de conteúdo da Vogue, Paula Merlo. No entanto, o que se viu foi um desfile de looks incrivelmente semelhantes, gerando uma onda de críticas nas redes sociais sobre a falta de originalidade dos convidados.
Muitos dos famosos presentes optaram por referências parecidas ou até mesmo idênticas, criando uma sensação de repetição no evento. Alguns dos exemplos mais notáveis incluem:

- Felipe Veloso e Rica de Marré: Ambos fantasiados como Karl Lagerfeld e sua icônica gata Choupette.
- Gaby Amarantos e Deborah Secco: Vestiram-se como bolos comemorativos dos 50 anos da Vogue.
- Ticiane Pinheiro e Shantal Vermelho: Inspiraram-se na personagem Carrie Bradshaw, de Sex and the City.
- Iza, Vanessa Lopes, Tainá Castro e Mileide Mihaile: Todas homenagearam a cantora Cher.
- Fernanda Motta, Thaila Ayala, Pocah, Ana Hikari, Gabb e Karina Sato: Todas buscaram inspiração na apresentadora Sabrina Sato.
A influenciadora e tiktoker Victoria Bachettini (@victoriabachettini), que estuda comportamentos e fenômenos culturais relacionados à moda, apontou um fenômeno curioso por trás dessa repetição. Segundo ela, o "inconsciente coletivo" e a influência dos algoritmos das redes sociais são grandes responsáveis pela homogeneização das referências.
"O que me chamou muita atenção nesse baile especificamente foi como o inconsciente coletivo atuou forte, porque as pessoas estão cada vez mais olhando exatamente para as mesmas coisas e para o mesmo recorte. Com certeza, um dos principais responsáveis pra isso é o algoritmo das redes sociais, que nos direciona exatamente para os mesmos lugares. Obviamente, um baile com um tema bem específico teria algumas fantasias repetidas, mas eu nunca imaginei que tantas de maneira tão literal."
Essa repetição de visuais levanta uma reflexão: estamos perdendo a criatividade diante do bombardeio de referências que os algoritmos nos impõem? Se antes os convidados do Baile da Vogue buscavam inspiração em elementos diversificados da moda, hoje parece que todos chegam ao mesmo resultado por conta de uma fonte comum e restrita de informação.

A falta de originalidade do Baile da Vogue 2025 não passou despercebida pelos internautas. Muitos comentaram sobre a repetição dos looks, criticando a previsibilidade do evento.
A internet, claro, não deixou passar. Um usuário comentou que esperava uma explosão de criatividade, mas "as pessoas não procuram referência ou qualquer coisa que vá além dos primeiros pins do Pinterest". Outro brincou que o baile virou "isso se chama PREGUIÇA DE PENSAR". Alguém ainda disparou: "o que mais me intriga é a incapacidade do pessoal referenciar coisas da cultura brasileira." E teve quem fosse direto ao ponto: "as básicas todas inspiradas na Cher."
Diante dessa repercussão, fica o questionamento: será que o Baile da Vogue, conhecido por sua excentricidade e glamour, está perdendo seu brilho para a mesmice das redes sociais?