Ratinho vive uma fase de extremos no SBT. Exibido desde 1998, o seu programa voltou a ocupar o segundo lugar na audiência de São Paulo ao bater de frente com o "Casa do Patrão" (Record). Por outro lado, o apresentador indicado ao Troféu Imprensa 2025 coleciona polêmicas por conta de falas homofóbicas e transfóbicas.
A emissora criada por Silvio Santos (1930-2024) até em um primeiro momento indicou condenar as opiniões de Ratinho, mas logo deu o assunto como encerrado. Mais recentemente surgiram rumores de que o apresentador colocaria um ponto final no seu programa diário para se voltar às suas empresas de comunicação no Sul do país no fim deste ano.
Proprietário do Grupo Massa e agora cidadão paraguaio, onde tem outros negócios, Ratinho afastou o rumor. "Vou tocar minha vida no SBT até quando der", decretou ao colunista Flávio Ricco, do "Portal Léo Dias".
Nos últimos meses, Ratinho já se mostrou favorável à megaoperação em comunidade do Rio, com mais de 120 mortos, criticou a condenação do humorista Leo Lins por conta de "piadas", e condenou a nomeação de Erika Hilton para presidir Comissão da Mulher. A deputada foi alvo ainda de discurso transfóbico e entrou com processo contra o comunicador e o SBT.
Mesmo processado, Ratinho não recuou e fez novos ataques à parlamentar de esquerda. E dias atrás o apresentador fechou acordo com uma ex-bailarina de seu programa, que pedia R$ 2 milhões por conta da falas preconceituosas e de cunho racistas por conta do cabelo da jovem.