
Nesta segunda-feira (10), a "Tela Quente" exibe “Dona Elza” (2024), um média-metragem que promete emocionar o público ao contar a história de uma mulher que, após anos dedicados à família e ao lar, decide reencontrar um antigo sonho: o teatro. Mais do que uma trama inspiradora, o filme reflete a própria trajetória da protagonista, Teca Pereira, que, aos 72 anos, vive uma fase de grande reconhecimento na carreira.
Em entrevista ao UOL, Teca revelou as dificuldades que enfrentou na indústria do entretenimento: "Tomei até um susto quando vi que aquilo era por conta da minha pele e não pela minha capacidade". Teca conta que demorou para descobrir o que era o racismo e o que precisaria enfrentar pela cor de sua pele.
"Nasci em uma família negra, mas fui criada por uma mulher bem branca, neta de holandeses. Ela me criou como uma pessoa, e não como uma empregada ou uma dama de companhia. Foi a mãe mais maravilhosa que alguém poderia ter. Ela me deu condições e levava a minha autoestima lá para cima. Sempre me estimulava, dizendo: 'O problema está nas pessoas e não em você'.".

A atriz que em 2019, ganhou notoriedade por interpretar Jurema na série Segunda Chamada, da TV Globo, interpretou principalmente personagens coadjuvantes em novelas. Ela diz que o seu sonho é fazer uma vilã, mas não uma vilã mais ou menos. Para a atriz, o mais importante é se sentir desafiada. "Gostaria muito de viver uma vilã, mas uma personagem bem ruim, até a ponto de correr o risco de apanhar na rua. Uma que seja odiada mesmo. Eu adoraria", declara, aos risos.
Hoje, às 23h30, logo após o "BBB 25", "Dona Elza" chega à programação da TV Globo na "Tela Quente" como um importante lembrete da necessidade de diversidade e oportunidades no audiovisual brasileiro. Teca Pereira brilha e reafirma que talento não tem idade, cor ou prazo de validade — ele apenas precisa de espaço para ser reconhecido.