Um projeto de lei contra Fábio Porchat foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) nessa quarta-feira (13). Envolvido em polêmica por debochar de Paulo, idoso morto em banco, o humorista da Globo pode se tornar persona non grata no estado do Rio (ou seja, indesejável).
Após o placar de 4 a 2 contrário a Porchat, a proposta seguirá tramitando na Casa e irá para votação no plenário. O texto inicial é de Rodrigo Amorim, deputado estadual pelo União Brasil e foi aprovado por Alexandre Knoploch (PL), Sarah Poncio (Solidariedade), Fred Pacheco (PL) e Marcelo Dino (PL).
Já Carlos Minc (PSB) e Luiz Paulo (PSD) se manifestaram a favor de Porchat, protagonista de um "climão" com Bruna Marquezine no passado. Mas porque deputados querem tornar Fábio Porchat persona non grata no Rio? Entenda abaixo.
Em 2025, o contratado da Globo fez declarações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, que enfrenta seguidos problemas de saúde e várias operações por conta de uma tentativa de homicídio com uma facada durante a campanha eleitoral em 2018.
"O escárnio manifestado pelo referido humorista, em tom de deboche, não apenas atinge a honra do ex-presidente e de seus apoiadores, mas também despreza a liturgia do cargo e os valores democráticos que sustentam a nação", diz parte do documento contra o global, protagonista de filme ao lado de Sandy.
Mas isso pode ter um efeito real caso seja aprovado? Não. A sanção contra Fábio Porchat seria "meramente moral", definiu o próprio Amorim, deputado mais votado no estado em 2018. Dois anos antes, o parlamentar e advogado foi candidato à prefeitura como vice de Flávio Bolsonaro, hoje pré-candidato à Presidência e alvo da oposição por pedir dinheiro privado ao banqueiro Daniel Vorcaro.
No currículo, Amorim coordenou curso de capacitação para servidores, foi secretário de várias pastas - incluindo dos Direitos Humanos -, e criou a Casa da Mulher e o Centro de Referência em Direitos Humanos.